Expedição Wind – Monte Branco 2012
#1
Viva,

Nem a propósito, antes mesmo de publicar este post, o post "Ultra Trail do Monte Branco" a fazer moça na ansiedade.

Estamos a menos de um mês do ataque ao Monte Branco (4810,450 m), a dimensão desta aventura exige rigor ao milímetro
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#2
MAis uma vez, mais uma edição ( 11ª ) em que a WINDTEam guiará
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#3
A nossa aclimatação e treino vai acontecer nas proximidades do refugio Cosmiques, vamos andar pelo Vallée Blanche e talvez fazer um dos "Point Lachenal". Uma das características dos Alpes são as suas famosas agulhas "Aiguille". Aiguille isto, Aiguille aquilo, muitas das agulhas têm nome de famosos alpinistas.

O Point Lachenal é um deles, Lachenal foi um famoso alpinista e escalador francês, ficou com a áurea de super dotado da escalada, foi dos primeiros a colocar os pés onde o homem ainda não o tinha feito. Escalou tudo o que havia para escalar nos Alpes e como coroa de glória foi o primeiro homem a fazer um 8 mil (Annapurna) juntamente com Maurice Herzog.

Viveu a época dourada do Alpinismo dos anos 40 e 50, onde os alpinistas eram considerados e tratados como heróis nacionais, o momento em que as grandes potencias lutavam entre si pela conquista de novos mundos. Enquanto os franceses atacavam o Annapurna, os italianos atacavam o K2, os Ingleses o Everest e os alemães o Nanga Parbat.

O seu companheiro de corda em muitas expedições, Lionel Terray, escreveu o livro "Os conquistadores do inútil", um livro onde Lachenal também é imortalizado.


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#4

Tiro de partida da semana da logística e do chek list.
Partimos já no próximo sábado, previsão de chegada a Chamonix ao final da tarde.



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#5
È isso aí PArapentix,

Começa a contagem decrescente
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#6
Medo
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#7

O síndroma ...

Não consigo estar quieto na cadeira e deixar de pensar “nunca mais é sábado!!!”

Não consigo deixar passar 1h sem que faça uma busca na net

Não consigo libertar-me da minha check list

Não consigo decidir-me pela melhor logística da água

Não consigo deixar de pensar naquele assombroso cenário

Não consigo afastar os receios da meteo, do mal de altitude e da dor física

Não consigo sentir os fantasmas que me vão assolar

Não consigo imaginar o sabor do sucesso de atingir o cume

Não consigo lidar com a dor de algum de nós ter de voltar para trás

... deve ser isto um pedaço da conquista do inútil

Não consigo esconder que o sonho está a ser vivido


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#8
O síndroma ...

Não consigo estar quieta na cadeira e deixar de pensar “é já sábado!!!”

Não consigo deixar passar 1h sem que faça uma busca na net e mandar um mail a alguém

...
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#9
Boas alpinistas,

Em Abril de 2008 estava eu a passear pelas ruas de Marraquexe com dois amigos quando nos falaram que o Jbel Toubkal (4167 metros), o pico mais alto da cordilheira do Atlas, era a 70km dali, no dia seguinte fomos visitar a aldeia de Himlil de onde se inicia a caminhada para escalar o topo da montanha.

Começamos a pedir informações sobre a subida, os marroquinos diziam que, se não tinhamos equipamento para neve, e se não estavamos preparados fisicamente para uma escalada era impossivel chegarmos ao topo da montanha, no maximo podiamos conseguir atingir o refugio de Neltner (3200 metros).
Com calças de ganga, um corta vento e uns tenis simples, iniciamos o caminho até ao refugio, chegamos ao por do sol, completamente esgotados, era ali no refugio que começava a neve.

Nessa noite jantamos com um grupo de alpinistas de Espanha (tinham levado cozinheiro e carregador com burros) que nos perguntaram o que estavamos ali a fazer já que não tinhamos estilo de alpinistas mas sim de pessoas que tinham vidas sedentarias (olhavam para os meus 94kg), ao ouvirem que não tinhamos equipamento e que nunca tinhamos subido a uma montanha logo nos falaram para no dia seguinte voltarmos para trás e não pensarmos sequer em tentar subir os ultimos 1000 metros completamente cobertos de neve.

No dia seguinte combinamos que iamos tentar subir cada um a seu ritmo, e se algum não conseguise subir mais, não era isso que ia fazer desistir os outros, um marroquino residente no refugio emprestou-nos bastões (unico equipamento de escalada que levámos) a troco de lhe darmos as nossas meias no regresso, mas disse que não iamos conseguir lá chegar acima só com aquilo, o nosso vestuario e calçado eram improprios para aquelas condições.

Partimos ás 6:30 da manhã do refugio e, no meu caso, eram 11:30 quando, mais morto que vivo, cheguei á piramide de ferro que está no topo da montanha, no mesmo estado já lá estavam os meus dois colegas de aventura, os outros alpinistas que lá estavam, fingindo que estavam a apontar as camaras para o horizonte, filmavam-nos para depois poderem mostrar aos amigos os tres cromos que ali tinham aparecido, como que vindos do nada.

A minha motivação para chegar lá acima foi um casal de pessoas com cerca de 60 anos de idade que vinham a subir atrás de mim e que cada vez que se aproximavam me faziam pensar, com esta idade se eles conseguem eu tambem vou conseguir.

Moral da historia: subir a uma montanha tem muito mais a ver com a parte mental do que fisica ou de equipamento, o que manda é a cabeça e se essa manda avançar...
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#10
Está a chover em Chamonix e andamos pelas ruas a espantarmo-nos com toda esta cultura de montanha. Ontem escapámos a ficar retidos no abrigo apanhando o último teleférico para baixo! Grande aventura, com arestas, paredes de gelo e rapel com Abalakov (corda presa em ponte de gelo)!!!
Super!!!
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#11
Fantastique
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#12
360°

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#13
Vocês são uns MAGNIFICOS ...
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#14
MAGNIFIQUE... !

Já estive 10 vezes no topo deste gigante da Europa,
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#15
Um dia também lá irei!

Mas tenho outro "monte" em vista. o MaterHorn fascina-me um pouco mais.
Está na lista!!

Força aí malta. Pé ante pé!
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