Campeonato do Mundo Piedrahita 2011
#16
...parece que estamos em maré de más noticias!
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#17
[quote='filipe_louro link' pid='152633' dateline='1310030216']
Campeões do mundo serão sempre campeões, mesmo em asas serial....As vezes fico com
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#18

As provas até podem manter o formato actual...mas eliminem asas comp....e apostem em garantir e trabalhar as perfo's das asas serial.
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#19
o tema não é novo e já se tentou anteriormente

inclusivamente quando houve pela 1ª vez uma serial-class na Taça do Mundo a taxa de incidentes aumentou brutalmente.. porquê?
- as asas série são supostamente mais fáceis e mais seguras e por isso era tudo a acelerar a fundo, a kitar as asas para irem a 120%.. resultado, catástrofe. daí terem abandonado o conceito.

a classe Open terá sempre de ser isso mesmo.
as alternativas são: banir de vez; criar limites (de alongamento, de nº de linhas por m2, etc) ou regulamentar mais eficazmente. não é á toa que este foi o 1º campeonato onde obrigaram os pilotos a fazer prova de que tinham a asa há mais de 1 mês antes da prova, que o capacete e cadeira eram homologados, que as próprias marcas tinham de garantir que as máquinas reagiam de determinada maneira em determinadas situações (uma pseudo-auto-homologação)
alguma coisa foi efectivamente feito. apenas não o suficiente.


vai sempre continuar a haver o factor humano. o task setting foi medíocre (start IN num cilindro de 400m num dia que se subia 100m acima da descolagem...), as condições não eram as ideais (veento lateral na encosta, tempos no golo na hora de maior power da confluencia - ventos cruzados a média altitude), os piltotos não tiveram a capacidade de gerir o incidente da melhor forma (mãos bloqueadas no twist, um deles, gravata com rotação a baixa altitude, o outro.)

o exemplo por cá é de louvar. ao criar o campeonato por classes premeia a performance diferenciada e não induz o "stress" de querer uma máquina melhor só pela razão de assim poder lutar de igual para igual com os pilotos mais rápidos. estamos
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#20
bom esclarecimento!

explica-me o que é isso de maos bloqueadas no twist?!? ???
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#21
Estava no outro dia a tagarelar com um piloto sobre a questão das mãos nos manobradores. A minha preocupacao principal das luvas era se conseguia tirar rapidamente as mãos para chegar ao reserva. Como normalmente passo as maos por dentro do manobrador fiquei um pouco apreensivo. Vou tentar voar agarrando os manobradores por fora na ligacao do punho com as linhas.
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#22
(07-Jul-2011, 13:15)filipe_louro link Escreveu: As provas até podem manter o formato actual...mas eliminem asas comp....e apostem em garantir e trabalhar as perfo's das asas serial.

Filipe, lê esta citação do Nuno Virgílio:

(07-Jul-2011, 13:34)bitoke link Escreveu: inclusivamente quando houve pela 1ª vez uma serial-class na Taça do Mundo a taxa de incidentes aumentou brutalmente.. porquê?
- as asas série são supostamente mais fáceis e mais seguras e por isso era tudo a acelerar a fundo, a kitar as asas para irem a 120%.. resultado, catástrofe. daí terem abandonado o conceito.

Do ponto de vista macro-"organizativo", só com alterações de fundo se consegue que o pessoal altere comportamentos. Enquanto o critério for velocidade e tempo, a malta faz tudo o que é possível e impossível para conseguir aumentar a velocidade e diminuir o tempo.. Se o critério for distância, a malta fará tudo para aumentar a distância; se o critério for estratégia, a malta fará tudo para aumentar a estratégia; se o critério for segurança, a malta fará tudo para aumentar a segurança; se o critério for....

Penso que é preciso é encontrar um bom critério ou conjunto de critérios para ordenar os pilotos por ordem de "melhor para pior" (como é agora) mas cultivando a segurança. Eu penso que em termos gerais, velocidade não é muito compatível com segurança porque gera abusos. Distância penso ser mais compatível com segurança, mas os carolas do parapente poderiam tentar encontrar outros critérios de avaliação..


João Ventura
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#23
Venturix,

distância também implica velocidade....logo nao sei qual será a solução. Deixo isso para os que andam neste meio há muito tempo.
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#24
Há também uma desistência de peso, o Mads Syndergaard..

http://www.xcmag.com/2011/07/paragliding...ds-leaves/

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Paragliding World Championships 2011: Mads leaves

The morning meeting is just over, and as expected most teams were for continuing the event.

On a rational level I am almost with them, the argument being that compared to the day before the comp nothing has really changed, on a global scale; we knew then, just as we know now, that this sport is dangerous.

BUT, and there are some buts: If we do continue, will we then stop if there is another fatality? If yes, then that extra one will have been a waste. If no, then we might as well dispense with all the hypocritical mourning days right from the beginning and simply say that the show goes on regardless.

The next but, for me at least, has to do with the 2-liners. I simply LOVE my wing, it is by far the finest wing I have ever flown – but it does seem that there are just that little bit more situations where these new 2-liner wings become unrecoverable.

In a game where the odds are already stacked against us to an almost intolerable degree, that little bit extra, which may be simply down to extra top speed (although I think it is more than that), is more than what I, as a father of two little ones who seem to quite like daddy, am prepared to accept.

So I’m going home, regardless of the decision of the CIVL and the meet organisers later today. I still think they’ll call it off, but I won’t wait for them to do it.

I still love comp flying, I am stupid enough to still want to do it even on a 2-liner, and I simply don’t know what the next step for me is, but for me this event is over.

Mads S, signing out from Piedrahita.
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#25
Alô camaradas internáuticos!

Infelizmente a tradição mantém-se... Campeonato do Mundo ou Europa = Acidentes mortais.

Principalmente campeonatos do Mundo. Comparem com a frequência de acidentes/incidentes em Copas do Mundo (PWC) e parte da resposta está dada.

Em praticamente todos os Campeonatos do Mundo e alguns da Europa , morre alguém! Assustador não é?

Infelizmente estive presente em duas situações , Campeonato do Mundo na Áustria em 99? e Campeonato da Europa em Garmisch em 2000?! e digo-vos que nos faz pensar se tudo isto faz sentido...

Infelizmente nada disto é novo, tirando talvez as asas de 2 linhas, mas antes não existiam e havia acidentes na mesma...!

Ao longo de cerca de 7 anos de comp, (96-03) incluíndo PWCs, Mundiais e Europeus, salta á vista um padrão de contribuintes para este tipo de situações:

- Organização

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#26
Muito esclarecedor, sem dúvida. Obrigado ao Paulo pelo relato, e aos comentários do restante pessoal. Sempre a aprender.
Em poucos dias 3 mortes. Para mim isto pouco tem a ver com o parapente. Só quero mesmo é voar, de preferência em segurança. Cuidado com a ida ao pote com demasiada sede. Abraços pro pessoal.
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#27

Airbusio, mais esclarecedor seria difícil, thanks
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#28
(07-Jul-2011, 13:34)bitoke link Escreveu: evoluam com segurança, não há pressas.. \"há mais térmicas que parapentistas\"
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#29
Muito interessante a análise do airbusio.
Apenas coloco mais alguns parâmetros de análise:
Dos acidentes e incidentes que relatas, as falhas são na esmagadora maioria culpa da organização, meteorologia e pilotos, que voaram em condições impraticáveis. Talvez culpa do, ainda desconhecimento e experiencia de análise meteo e organização.
Também, pese embora a pouca performance, o nível de segurança das asas nos anos 2000 era inferior ao actual nas comp e abissal nas asas de serie, uma vez que foi a partir dos primeiros anos do corrente século que a evolução aconteceu de facto nas asas de serie no que toca a estes dois aspectos.
Hoje temos de facto um nível fantástico de segurança nas classes 1/2 e 2/3 que, a meu ver, ainda nem sempre é acompanhado por uma adequada formação técnica de alguns envolvidos.
Mas, o que se está a verificar hoje em dia na competição é uma corrida completamente desenfreada às performances que, está-se agora a demonstrar, afasta proporcionalmente a segurança à medida que se evolui na performance.
Houve já uma quantidade absolutamente anormal de reservadas com as duas linhas que não têm paridade com as das asas comp clássicas. A maioria, felizmente foi bem sucedida, ou por acção competente do paraquedas, ou, em alguns casos, por pura sorte como por exemplo aterrar sobre uma árvore que absorve a queda do piloto e salva a vida ao piloto.
Mas, eu fiquei estarrecido quando vi como se comportam as 2 linhas após colapsos massivos. Elas deixam de ter forma de asa e requerem muito tempo e altura para reinsuflar e recuperar. Se é que recuperam mesmo.
Também, dado o incremento drástico da sua eficiência aerodinâmica, com velocidades trim e aceleradas impensáveis. Resulta sempre em excessiva dinâmica e violência nos seus movimentos descontrolados.
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#30
Vou colocar outro "angulo" de análise nesta discussão:

Para todo o piloto que está a competir, o interesse competitivo está no facto de conseguir acompanhar o grupo, certo?

Para isso terá que ter a asa que no momento mais caracteristicas reune para atingir esse objectivo.
Para isso terá que ser capaz de deixar a segurança de modelos de asas de homologações mais baixas.
Ou então,para o contrário terá que entender que num meio maioritariamente veloz, ele fará o voo solitário, e para tal, na minha opinião, não merece a pena estar naquele meio a competir. De certa forma foi o que eu senti na SuperFinal na Turquia, em que assim que o Start abria, eu nunca mais tinha hipotese de acompanhar quem quer que fosse no voo...e em que a situação mais incrivel que vivi foi estar a caminho de uma baliza, ainda a 5km de a fazer, e ter em "contra-mão" na minha direcção, mais de 100 pilotos, que já a tinham feito.

Tal como o Nuno diz, é de louvar a criação de classes, na competição nacional, porque dentro do grande objectivo que é competir, cada piloto passa a ter os seus objectivos dentro de uma categoria que é de acordo com o equipamento que voa...caso contrário correriamos o risco de ter, em modulo miniatura, o cenário que se passa nestes campeonatos da Europa e do Mundo.


Aerbusio, é bem verdade. No Campeonato da Europa, na Grécia, assisti à morte do Carlos Ezquierdo, piloto da equipa espanhola, num dia de manga com vento na recta final. Do que me lembro é que terá tido um fecho a baixa altitude e terá chocado com a montanha. Tambem me lembro da tristeza imensa de todos nós. E hoje, hoje mesmo, nem me apetece pensar em voo.

Amanhã, novo dia, que estes factos e acontecimentos sirvam para melhorar algo em nós mesmo, para podermos contribuir e melhorar algo no parapente cá por terras lusas.


Abraço

Silvia
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