29-Mar-2009, 07:38
Tão toma!
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Canyoning na Madeira - 1º Semestre 2009
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29-Mar-2009, 07:38
Tão toma!
29-Mar-2009, 10:00
Dá gosto ver esse espectáculo da natureza (agora com mais caudal ainda?) ! Grande abraço a todos!
29-Mar-2009, 12:32
Pois é, a malta aparece por cá, mas nem combina um cafezito para pormos a "bilhardice" em dia!
A não ser que estejam muito cansaditos das aguagens
30-Mar-2009, 09:09
(Mensagem modificada pela última vez: 30-Mar-2009, 10:56 por pherculano.)
VIVA,
meus amigos simplesmente fantástico!!! 3 dias sempre a bombar (duplamente): 1- nós sempre prontos para aventura montanha a cima e cascata a baixo; 2- a chuva a bombar as ribeiras para que não faltasse água nas cascatas ... 1º Canyoning - fomos brindados com o sol á chegada ao Funchal mas assim que saimos da carrinha para aceder ao "canhão" começou a chover um pouco... na subida podémos apreciar a fantastica floresta Laurissilva com o Lino a dar explicações sempre que possivel. As cascatas estavam muito boas, bastante água e o pessoal divertiu-se, tendo realizado o percurso num tempo record... 2º canyoning - Este percurso foi aberto á muito pouco tempo pelo que fomos dos primeiro a fazê-lo. O Duarte e o Hugo levaram-nos neste caminho muito bonito com algumas cascatas bem altinhas e como sempre com chuva a bombar as ribeiras... 3º canyoning - Para o fim ficou guardado o melhor. O Lino levou-nos por um dos canyonings mais bonitos da Ribeira do Seixal. Cascatas grandes, lagoas, rappel para dentro do lago com direito a natação, salt(inh)o para lagoa... e quase no fim aquela garganta "jurassica" é fantástica... Muito obrigado a todo o pessoal envolvido na organização deste evento, nomeadamente ao Lino, Duarte e Hugo por partilharem conosco esses cantinhos maravilhosos que a Madeira tem. Não houveram tempos mortos: 27MAR - 04h30 acordar
30-Mar-2009, 11:02
Aqui ficam mais umas fotozitas. Desta vez da Ribeira das LAginhas (afluente da ribeira do Seixal). Infelizmente o grupo anterior não teve a oportunidade de experimentar esta e o canyon das voltas afluente (que fizemos nesta actividade no 2ºdia)
Este fim-de-semana fomos ao lugar onde vivem as Fadas e os Gnomos, na floresta.
Havia caminhos disfarçados que saíam de sítios improváveis como prados verdes com vacas a pastar, e depois ia-se subindo nesses caminhos, sobre lama ricamente atapetada com folhas em todos os matises de amarelo vermelho e verde, marcados com sinais secretos que só os nossos guias conseguiam ver e nos iam mostrando à medida que por eles passávamos. Marcas tão subtis como um raminho cortado ou uma raspa num tronco, e bastava. E depois as árvores iam ficando mais altas, as encostas mais inclinadas, os musgos mais espessos e a chuva ia pingando filtrada pela abóbada de Louro Tils e Folhados, como que a lembrar que estávamos em terreno proibido e secreto e que todos os vestígios da nossa presença seriam de imediato apagados para que as Fadas e os Gnomos continuassem em segurança no seu reino. Não foram fáceis os caminhos. Havia troncos a barrarem-nos a passagem, ribeiras transbordantes e repletas de pedras escorregadias, lamaçais traiçoeiros que escorregavam para abismos de fundos insondáveis. Qualquer descuido poderia ser dramático. Mas este é preço a pagar quando queremos descobrir novas fronteiras, e ao longo dos 3 dias a recompensa foi sendo tão extraordinária que voltaria a fazer tudo de novo mil vezes. Quando chegávamos às cascatas, (é lá que moram as Fadas e os Gnomos) tinhamos que nos atar às árvores e às pedras para que as forças da floresta não nos despedaçassem de encontro às rochas, e assim iamos descendo por aqueles palácios imponentes, uns esculpidos como berços de àgua como disse a Sílvia, outros cheios de recessos onde as fadas plantavam fetos gigantescos que nos dificultavam a progressão, outros ainda polidos como se fossem chão encerado para um baile, só que nas paredes, e lá patinávamos como uns desajeitados... Numa delas descia-se até um lago suspenso na paisagem, de onde se nadava para a cascata seguinte. Nos buracos, por entre os líquens, os musgos e os cogumelos, lá espreitava uma ou outra Fada, um ou outro Gnomo, meio ocultos pelas gotas de água que iam pingando dos tectos dos troncos e da folhagem, sempre tão efémeros que chego a dúvidar que realmente os vislumbrei. Mas ao rever as fotografias lá estão eles por toda a parte, essas criaturas mágicas. Basta que as vejam também e percebem.
30-Mar-2009, 17:58
MAs apanhamos um dos gnomos da Floresta LAurissilva
30-Mar-2009, 18:33
Mas esse era uma espécie aquática de Gnomo. Só lhe faltam as guelras...!!!!! ;D
30-Mar-2009, 21:09
Foram três dias intensos e cansativos. Foram três ribeiras mágicas e em crescendo de beleza. Foram três ascensões difíceis e intensas. Foram três monitores madeirenses que nos guiaram com mestria e simpatia pelos muitos rápeis montanha abaixo. Foram três as recordações da Inês. Foram muitas mais que três as espetadas em pau de loureiro, os bolos do caco, os pudins de maracujá e os bodiões com que nos deliciámos.
Posso também garantir que são mais que três as marcas que tenho no corpo dorido mas satisfeito. São três mil
31-Mar-2009, 20:02
Não se esqueçam que ainda existe muitos mais percursos "escondidos " neste magnífico vale do Seixal...estes apenas são uma amostra da imponencia dos canyons
01-Apr-2009, 11:38
Tenho estado em período de convalescença não pela passagem no centro de saúde de Porto de Moniz ....mas porque tive um sonho bom....durou três ricos dias mas acordei longe!.....ainda sinto aquela sensação gostosa do privilégio de uma experiência inesquecível.
Ficou gravado o cenário envolvente, selvagem, essencialmente verde (todos os tons da gama cromática), húmido, dominava o cheiro da clorofila - a floresta LAURISSILVA*- brutal, anárquica mas com aquela característica natural e exemplar onde tudo se criou e co-habita em perfeita harmonia. Nós sonhadores, aventureiros, progredindo floresta dentro, essa que nos acolheu nas suas entranhas mostrando-nos em todos os canyons, locais de culto e santuários onde qualquer ateu se renderia à devoção e ao culto. Obrigada a esta mãe poderosa pelos momentos de deslumbramento e idolatração que nos proporcionou. Ocasionalmente pensei que o cansaço apoderar-se-ia, o frio tornar-se-ia redutor e que a chuva turvaria o entusiasmo,…..falso….., algumas destas sensações não foram suficientemente limitativas para deixar de gravar esta experiência no topo das melhores vividas…..Para além claro do aconchego gastronómico repleto de iguarias madeirenses que nos aqueceram a alma após as actividades diárias !!!! Obrigada à grande equipa que viveu este sonho comigo e à floresta mãe que lá está firme e imponente……..vou tentar adormecer qualquer dia destes e voltar a sonhar novamente……… *Laurissilva é o nome dado a um tipo de floresta húmida subtropical a temperada, composta maioritariamente por árvores da família das lauráceas e endémico da Macaronésia, região formada pelos arquipélagos da Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde. Possui maior expressão nas terras altas da ilha da Madeira, onde se encontra a sua maior e mais bem conservada mancha, tendo sido considerada em 1999 pela UNESCO como Património da Humanidade, ocupando aí uma área de cerca de 15.000 hectares. Na laurissilva as plantas mais comuns são as lauráceas como o loureiro (Laurus novocanariensis), o vinhático (Persea indica), o til (Ocotea foetens), e o barbusano (Apollonias barbujana). É um dos habitats, no mundo, com maior índice de diversidade de plantas por km²[carece de fontes?]. A palavra laurissilva deriva do latim Laurus (loureiro, lauráceas) e Silva (floresta, bosque |
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